RESUMO

12/09/2009

Nos escritos sobre TRANSFERÊNCIA mostro como Roberto Freire impõe ao seu método uma postura antipsicanalítica radical e mistura dois (por assim dizer) “antifreudianos”: Wilhelm Reich e Frederick Perls. A principal conseqüência negativa é criar uma brecha metodológica para negligência à supervisão sobre os afetos transferenciais que ocorrem durante o processo terapêutico da “Somaterapia-de-Roberto Freire”. Ao se associar a Wilhelm Reich, mas rejeitar a transferência, Freire cria um contracenso metodológico difícil de contornar. Ele tenta dar conta dessa falha, misturando as técnicas reichianas com concepções da Gestalt terapia sobre transferência e interpretação analítica, criando um grave erro metodológico.

O próprio Reich não cometeu o erro de desprezar a transferência, mesmo rompendo radicalmente com a Psicanálise. Pelo contrário. Ao criar seu próprio método ele não só se aproximou do corpo e aumentou a intervenção do terapeuta como também ampliou a pesquisa e o manejo sobre a transferência, principalmente no que diz respeito à chamada transferência negativa.

Lacan, o grande nome depois de Freud no desenvolvimento da teoria e técnica psicanalítica, também se debruçou sobre a transferência. Aprofundou, ampliou e superou o que Freud deixou sobre o assunto, mostrando que ele de certa forma negligenciou a influência e importância da contratransferência nos processos de resistência à terapia.

Mesmo quem se opõe metodologicamente ao manejo da transferência, como fez Frederick Perls ao criar a Gestalt terapia, precisa conhecer esse fenômeno a fundo para poder superá-lo. Perls abriu mão do manejo da transferência porque criou um método em que faz parte da técnica buscar estar sempre no aquiagora, ou seja, a transferência é uma reconstrução de relações passadas, um mergulho no passado que Perls quer evitar. Perls evita a transferência simplesmente ignorando-a enquanto tal, tratando-a como todas as outras coisas da relação terapêutica que ocorre aquiagora. Roberto Freire quer pegar carona na filosofia da Gestalt terapia, mas comete a contradição metodológica de misturá-la com processos reichianos de descarga bioenergética que inevitavelmente provocam essa ida ao passado pela mobilização da memória emocional ancorada na musculatura.

Perls conheceu Freud e a Psicanálise e também conheceu Reich e a Orgonoterapia. Ao criar a Gestalt terapia deixou claro o seu afastamento de ambos e em seus livros e artigos tece fortes críticas tanto a um quanto a outro.

Tentar conciliar Perls e Reich num só método terapêutico significa tentar conciliar desconsideração com ampliação do manejo da transferência. Em outras palavras, significa confusão emocional e terapias mal sucedidas para clientes e terapeutas.

Nos escritos sobre o NOME apresento o fato de “somaterapia” ser um nome genérico. Roberto Freire, ao querer abarcar o todo que o termo pode significar, acabou deixando em aberto o trabalho de exatamente nomear o método que ele criou. Faço, paralela à crítica ao método, uma crítica ao nome. Abro uma discussão sobre qual seria o nome mais preciso para designar o método freireano. Em busca desse nome, defino os aspectos diferenciadores da Somaterapia-de-Roberto Freire de outros métodos terapêuticos reichianos, dando o valor que tem a genialidade e originalidade da SOMA. Depois procuro mostrar como a partir da união da “Somaterapia” com a Capoeira de Angola – introduzida de forma radical e definitiva por Roberto Freire, o trabalho de bem nomear a terapia por ele idealizada, já foi feito de forma precisa pelo somaterapeuta Rui Takeguma que, ao se desvincular do Coletivo Brancaleone, criou o nome SOMA-IÊ.

Conforme afirma o próprio Freire, o nome “Somaterapia” foi escolhido para demarcar sua oposição à Psicoterapia. Psicoterapia não é o nome de uma técnica ou método terapêutico específico, mas um conjunto de técnicas e métodos terapêuticos com nomes distintos apesar de serem chamados todos de psicoterapia. Dentre esses podemos citar Psicanálise, Psicodrama, Terapia Cognitiva-comportamental, Gestalt terapia, Terapia Psicorporal ou Psicossomática, etc. Assim também é com o nome somaterapia, que representa as terapias cujo principal meio de intervenção não se dá pelo discurso e sim pelo corpo. Como exemplo temos as diversas formas de massoterapia, a Vozterapia, o Grounding, o Renascimento, o RPG, a Técnica de Alexander, o Rolfing e muitos outros métodos terapêuticos.

O que Freire faz é tentar a apropriação particular de um nome genérico, ou seja, mostra a intenção de querer abarcar o todo.

Essa tendência também aparece no fato da SOMA buscar introduzir no cotidiano das pessoas que fazem terapia, um ritual constante de desencouraçamento – a CAPOEIRA, supostamente capaz de manter o estado não-neurótico conquistado nas seções. Associa-se a esse quadro o movimento de Freire no sentido de agregar as pessoas que fazem somaterapia em grandes encontros, entendendo a SOMA como uma marcha revolucionária em andamento. Abordo essas questões na análise sobre a mistura de terapia com luta e revolução social.

Dentro de bases reichianas mostro porque não concordo com esse acoplamento Somaterapia-Capoeira. O investimento que Roberto Freire fez ao trazer para dentro do método um processo de desencouraçamento obrigatório, único e constante, vai contra a trajetória metodológica do próprio Wilhelm Reich que ao longo de sua carreira foi investindo cada vez menos em processos desencouraçantes e cada vez mais na análise dos padrões de reencouraçamento, ou seja, na chamada Análise do Caráter.

Finalmente, há algumas questões isoladas que precisam ser apontadas: sobre a influência do hedonismo no método, sobre o desatualizado referencial de luta contra a repressão sexual e sobre a omissão de parte fundamental da obra de Reich. Elas estão nos links ULTRAPASSADO.

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Obra registrada na Creative Commons by Fabio Veronesi

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4 Respostas to “RESUMO”

    • fabioveronesi Says:

      Resposta a Ruy Takeguma

      À princípio quero dizer que nas primeiras páginas de seu texto existem muitas informações proveitosas. Assim que recebi teus escritos e comecei a lê-los, coloquei o link do teu trabalho no meu, para as pessoas que lessem minha crítica a Soma também pudessem conhecer tua crítica ao meu trabalho. Acho mesmo que críticas bem feitas contribuem para a evolução dos métodos.
      Teu trabalho é extenso e demorei algum tempo para lê-lo inteiro. Infelizmente, quando o li até o fim descobri que em determinado ponto você entra no jogo dos ataques pessoais e não sai mais dele. Tua obra perde o rigor e a validade. É pena. Ou melhor, revela exatamente o que busco apresentar quando digo que você segue radicalmente a utopia de Freire com relação a capoeira e a própria radicalidade.

      A “Crítica à Soma” é apenas um de meus escritos. Está dado. Não gostaria de perder mais tempo com ele, visto que meu universo de produção não gira em torno da Soma. Porém, tuas ofensas a minha pessoa não podem ficar sem resposta. Por isso, sem me estender muito, vou direto à resposta de alguns pontos nos quais você se embasa para me ofender:

      Sim. Eu sou somaterapeuta formado pelo Brancaleone e por Roberto Freire. Isso faz parte do meu currículo de conhecimento e capacidade técnica e me orgulho de ter passado 5 anos fazendo formação. Mesmo optando por não aplicar a técnica, se eu quiser utilizar a metodologia da Soma no seu todo ou em partes eu sou capacitado para isso. Inclusive porque a Soma é uma psicoterapia, apesar do nome tentar negar (e isso é o que justifica minha crítica ao nome, coisa que você diz não entender). Então, se alguém pode ser processado por praticá-la, esse alguém é você que não tem nenhuma formação psi. Além de psicólogo e somaterapeuta, sou também massoterapeuta bioenergético formado por Ralph Vianna. Tenho livre opção por utilizar ou não essas técnicas.

      Sim. Se for necessário, posso comprovar com testemunhas 3 casos de surtos psicóticos havidos em grupos da Soma no período em que fiz formação. Ainda tenho conhecidos que fizeram esses grupos. Os outros 2 casos só ouvi falar, comentados em reuniões do Brancaleone pelos próprios somaterapeutas envolvidos e não por fofoqueiros como você fala sem saber. E reafirmo que nenhum deles mereceu estudo mais profundo no sentido de buscar-se qualquer possível ligação com os processos terapêuticos da Soma que essas pessoas viveram ou estavam vivendo.

      Não. Não foram em grupos coordenados por você, e aconteceram depois de tua saída, embora isso seja mera coincidência pois não te vejo capaz de distinguir os efeitos da resistência à terapia em forma de transferência, visto que sua única formação psi veio do que Freire dizia. Acho mesmo que você não entende nada de transferência e se perdia nas paixões transferenciais assim como todos os outros somaterapeutas. Você tenta dar conta de explicar que não tem confusões com isso, mas só consegue citar várias relações com clientes que confirmam exatamente o que eu disse. Além disso em teus escritos aparece o mesmo preconceito inerente ao método da Soma contra a transferência e outros conceitos vindos da psicanálise e da psicologia.

      Não citei os casos nominalmente por questões éticas. Você não está nem aí para ética, expõe a si mesmo e aos outros em demasia. Nesse teu impulso, você acabou citando nominalmente um dos casos de surto esquizofrênico. Acha ético isso? Já parou para pensar que a pessoa que você citou não só fez Soma como também fez seções individuais com Freire durante um bom tempo? Por isso pense bem antes de ameaçar levar certas coisas a tribunais. Pense bem a quem você vai expor. A mim? Acho que não. Mas a quem merece respeito por não poder mais se defender. Eu acho melhor deixar essas coisas quietas. Porém, é preciso citar o fato de que esses casos aconteceram, assim como buscar entender suas causas relacionadas ao método, para que eles não aconteçam mais.
      O que está posto é minha palavra. Não tenho necessidade de mentir para me afirmar e nem estou fazendo acusações ao léu. Revelo o que acredito ser necessário para que tais coisas sejam repensadas.

      Você diz que se minhas afirmações fossem verdadeiras os familiares de tais pessoas teriam processado a Soma. Pois bem, os somaterapeutas falaram pessoalmente com os parentes procurando lhes dar explicações e dissuadindo-os de tal empreita. Até porque não se pode comprovar os motivos exatos que desencadeiam surtos psicóticos. Além disso, vivemos neste início do séc. XXI uma verdadeira epidemia de esquizofrênia. Exatamente por esses motivos é que bons terapeutas tem uma postura humilde diante da perspectiva de um cliente surtar, e não uma postura arrogante como a que você apresenta, tipo: “É comigo? Vou processar!” Eu afirmo o que afirmo não só porque fui testemunha de tais fatos como também porque pesquisei o fenômeno da esquizofrenia durante anos.

      Você diz que vai me processar???!!! O que você entende de esquizofrenia? Tens alguma experiência comprovada de estágio em qualquer entidade psiquiátrica, seja manicômio, seja nos Centros de Apoio Psicossocial? Você já chegou perto de esquizofrênicos e conversou com eles, sobre seus surtos, suas histórias de vida? Ou você, como a grande maioria das pessoas, só conhece o que vê em filmes, como o citado em tuas análises? E teoricamente, o que você sabe sobre esquizofrenia? Sabe algo das teorias do próprio Reich sobre o assunto? Sabe qual o segmento da couraça neuromuscular do caráter o pós-reichiano Federico Navarro chama de sede do traço psicótico e o seu porquê. Você sabe ao menos a diferença entre psicose e neurose?

      Em nenhum momento afirmei que criei um método imune à possibilidade de provocar surtos psicóticos, como você disse que eu fiz. Não sou ingênuo para afirmar tal besteira. Exatamente por entender um pouco da complexidade desse fenômeno chamado esquizofrenia, por estudar as teorias deixadas por Freud, Lacan, Melanine Klein, Reich, Navarro, David Cooper, Basaglia, Gregory Batesson e Foucault, por ter pesquisado a forma como ocorreram os fatos e as alucinações associadas de mais de uma dezena de casos, e por estagiar durante 2 anos em instituições de saúde pública que cuidam de esquizofrênicos, é que jamais afirmaria que um método terapêutico pode achar-se imune a ser um dos fatores que podem estar relacionados ao desencadeamento de um surto esquizofrênico.
      Talvez você tenha essa ilusão com o teu. Talvez por isso tenha ficado tão indignado a ponto de citar nomes e ameaçar (?!) entrar na justiça. Quem sabe você não encontra um tribunal anarquista para dar coerência a tamanha fantasia e incoerência ideológica. Porém, ao invés de mostrar-se tão indignado, é melhor cair na real sobre as coisas que falo e perceber que você pode sim provocar surtos utilizando a metodologia da Somaterapia de Freire, principalmente da forma radical como você a aplicava quando o conheci. Acho bom também estudar um pouco mais sobre o assunto antes de poder colocar-se como autoridade nele.

      Você é autoridade na história da Soma. Nisso respeito tua autoridade, bem maior que a minha, quando afirma que os encontros de formação da tua época não continham as falhas que eu aponto. Pois bem, acho que deixei claro que eu fui o primeiro somaterapeuta que se formou depois da saída de Freire da linha de frente tanto dos processos terapêuticos que ocorriam nos grupos quanto da supervisão nos encontros de formação. Eu participei de todo o período em que Freire foi se afastando, o que inclui alguns anos sem você. Então, eu falo de coisas que você nem sabe. Você fez formação com os somaterapeutas formados por Freire? Não, você se formou com o próprio. Você sabe como é que os outros somaterapeutas aplicavam o método da Soma em seus grupos? Não, só ouvia falar através de alguns poucos relatos feitos por eles mesmos nas reuniões.

      Não tenho necessidade de mentir para me promover. Minha obra pessoal e minha obra escrita são bem mais amplas do que essas críticas que fiz à Soma. Meu universo não gira em torno de Freire e sua técnica. Mas, tive a ânsia de fazer uma análise científica séria sobre a metodologia de Freire, exatamente para me ver livre da responsabilidade ética com os muitos clientes que a Soma já teve ou possa vir a ter, dando-lhes a opção de entender melhor uma série de confusões emocionais que a Soma pode provocar.

      Acho interessante teu estilo “deixa que eu chuto”, mas não cairei nas armadilhas que são tuas ofensas pessoais me chamando de fofoqueiro, mentiroso e daí para baixo. O que você quer é autopromoção na base da baixaria, via escândalos. Isso se percebe quando se lê teus documentos publicados sobre a cisão com Roberto Freire onde você fala de intrigas por dívidas, empréstimos e coisas do gênero. Nesse teu texto mesmo “resposta a Fabio Veronesi” já fica claro isso. Além de mim, você ofendeu diversas vezes ao próprio Roberto Freire, chamando-o entre outras coisas de mentiroso e caduco.
      Porém, você não tece uma linha sequer de crítica ao método. Somente lhe adorna como os outros somaterapeutas em seus escritos, suas teses de mestrado e doutorado. Você se diz diferente deles, mas nesse ponto é exatamente igual. Dentro ou fora da Academia, são um bando de reprodutores da palavras ditas por Freire, só fazem enaltecer seu método. As únicas controvérsias com Freire que você apresenta são intrigas pessoais e fofocas.
      Você afirma que meus escritos são resultado de mágoas mal resolvidas. Isso é uma clara projeção que você faz de teus próprios sentimentos em relação ao teu rompimento com Freire e com o Brancaleone.

      Minha crítica não é à figura de Roberto Freire, mas ao método. Ela só terminou em 2009 porque tive que fazer uma Faculdade de Psicologia para dar base às coisas que disse. Você dá a entender que fui interesseiro ou covarde porque não apresentei minhas críticas enquanto Freire estava vivo. Não imagino nada mais baixo para se apelar quando não há bons argumentos. Eu não apresentei minhas críticas publicamente antes porque não estavam prontas. Apesar disso, como já citei no próprio texto, o primeiro esboço que fiz dessa obra, com 18 páginas, foi entregue ao Brancaleone antes mesmo de minha saída do grupo. Inclusive foram esses escritos que provocaram minha saída.
      Na época (2003) deixei a critério deles apresentar ou não aqueles escritos a Roberto Freire, visto seu estado de saúde fragilizado. Entendo que aquela era a primeira crítica séria feita a seu método. Gostaria muito que eles a tivessem apresentado a Freire, mesmo ainda imatura como estava. Mantive esse documento restrito ao círculo interno do Brancaleone, do qual você não fazia mais parte. Eles sabem da existência dessas críticas há mais de sete anos. À princípio minha intenção era discutir essas questões com eles, no sentido de rever o método e o processo de formação. Mas, a resposta deles foi um email onde decretaram juntos minha secessão. Até hoje não sei se apresentaram esse esboço à Freire. Isso não importa, visto que seu método sobrevive. Entendo que meus escritos ajudam a manter seu nome em voga, mesmo que apontem no sentido de rever algumas questões do método. Tanto é assim que estamos aqui a falar dele. Porém, procurei não fazer nenhum ataque pessoal a sua figura.

      É preciso entender que depois que você foi secessionado do Brancaleone, eu permaneci ligado a eles ainda por anos. Apesar de ser citado em meus escritos, você não participa de muitas coisas que digo sobre as mudanças que estavam ocorrendo na aplicação do método deixado por Freire. Como eu já disse em meu texto, você manteve a radicalidade na aplicação da capoeira e da própria radicalidade, deixada como orientação utópica de Freire.

      Não esperava mesmo que você concordasse com minhas críticas. Não haveria sentido nisso. As críticas que faço ao uso da Capoeira como “descronificante cotidiano” inviabilizam a eficácia do teu método, o SomaIê.
      Apesar da única foto que você apresentou de Roberto Freire participando de um treino de capoeira (foto histórica mesmo, melhor guardar com carinho) continuo a afirmar, como capoeirista e como quem participou durante anos das rodas de capoeira feitas na Soma, que Roberto Freire não sentiu em seu próprio corpo os efeitos da prática constante de anos de capoeira. A fantástica capacidade descronificante que Freire dá à capoeira, é obra de sua capacidade imaginativa, das qualidades de um ótimo romancista.

      Agora, para afirmar o que afirmei sobre a capoeira, eu me tornei capoeirista, senti os efeitos da capoeira em meu corpo, pratiquei capoeira por dez anos seguidos, adquiri a capacidade de promover uma roda, de ser professor de capoeira e finalmente, mais do que simplesmente aplicar o método da Soma, utilizei a capoeira também como instrumento terapêutico fora do contexto da Soma para pesquisar seus efeitos em usuários do serviço dos CAPs adulto e infantil de Florianópolis em oficinas que mantive por dois anos consecutivos. Tenho publicado artigo científico na Revista Extensio da UFSC falando sobre essa experiência e sobre o uso da capoeira como instrumento terapêutico.
      Para afirmar o que afirmei acerca dos processos de desencouraçamento, não só estudei profundamente a obra de Reich como faço massagem bioenergética e aplico grounding desde 1998, formas de literalmente “por a mão na massa” quando se fala de couraça muscular. Além disso, fiz cursos de especialização em Renascimento e Vozterapia com os criadores desses métodos terapêuticos – Leonard Orr e Sonia Prazeres, respectivamente.
      Para afirmar o que afirmo sobre os conceitos psicanalíticos da resistência e da transferência, fiz cinco anos de graduação em psicologia numa universidade federal e estágio supervisionado de um ano em clínica psicanalítica. Atualmente, além de psicólogo, estou me formando como professor de psicologia.

      Então, Takeguma, posso não estar falando verdades absolutas, até porque isso não existe, mas tenho autoridade, competência e experiência suficiente para dar base a minhas afirmações. Não admito ser chamado de mentiroso, fofoqueiro e outras impropriedades de quem em seus escritos não sabe fazer muito mais do que viver a dualidade de adular a metodologia da Soma e ao mesmo tempo ofender pessoalmente a figura de seu criador.

      Fabio Veronesi


  1. Way cool! Some extremely valid points! I appreciate you writing this post plus the rest of the website is really good.

    • fabioveronesi Says:

      I don`t speak english.
      But I understand your letter.
      Thank you
      Grato por tuas palavras, Charlotte.
      Grande abraço
      Fabio


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